Operação mira ‘maior liderança do tráfico’ na PB; Justiça determina bloqueio de R$ 104 mi
• Giovanna Parafatti: Ex-bancária com profundo conhecimento do sistema financeiro. Movimentou mais de R$ 15 milhões através de uma holding familiar e da empresa de fachada G Parafatti S Administrativos. Utilizava familiares para pulverizar recursos e adquirir veículos esportivos para a cúpula da ORCRIM.
• Naiara Batistelo: Médica formada na Bolívia e atuante no Mato Grosso. Atuava como um “hub” de liquidez na fronteira, recebendo mais de R$ 10,9 milhões em 29 meses. A suspeita é que seu histórico acadêmico na Bolívia facilitou sua cooptação como “laranja financeira” no comércio transfronteiriço de cocaína.
A Infiltração em Licitações Públicas:
A investigação revelou um braço perigoso da ORCRIM: a tentativa de lavagem de dinheiro através de contratos públicos.
• AF Amaro Construções (Pombal/PB): Recebeu quase R$ 3 milhões em empenhos públicos em 2024 para serviços de esgoto e lixo, sem possuir funcionários registrados. O dinheiro público era usado para irrigar o tráfico de drogas liderado por Luciano Moraes.
• Empresa de Goiás: Com apenas um funcionário, transacionava milhões com o narcotráfico da Paraíba e possuía sócios envolvidos em crimes licitatórios em Minas Gerais.
Diligências e mandados judiciais
A Operação ARGOS cumpre mandados em 13 cidades: João Pessoa, Campina Grande, Areia, Alagoa Nova, Patos, Pombal, Sousa, Cajazeiras (PB); São Paulo, São Bernardo do Campo, Hortolândia (SP); Cândido Sales (BA) e Nova Santa Helena (MT).
Resumo das Medidas Judiciais:
• 44 Mandados de Prisão Preventiva (32 na PB, 10 em SP, 1 na BA, 1 no MT).
• 45 Mandados de Busca e Apreensão.
• Bloqueio de R$ 104.881.124,34 em contas bancárias de 199 alvos.
• Sequestro de 13 Imóveis de luxo.
• Sequestro de 40 Veículos, incluindo carros esportivos e frotas de transporte, avaliados em mais de R$ 10 milhões.
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